terça-feira, 10 de setembro de 2013

Crise da Segunda- feira.

Muitas pessoas vivem semanalmente a crise da segunda-feira. Para alguns começa no Domingo a noite, quando se iniciam os sintomas de angústia e ansiedade pela semana que está por iniciar.

Trabalhando essa questão com alguns pacientes pude observar que os motivos são variados: problemas de insatisfação com a vida profissional que leva a pessoa a ter "frio na barriga" só de pensar na segunda, apego emocional em relação aos parentais (filhos, marido, esposa, namorado, etc.) que a pessoa só encontra aos finais de semana, depressão, pois a pessoa depressiva pode perceber as circunstancias de uma forma bastante pessimista.
Entre os fatores analisados o mais evidentes é o stress, há pessoas que há muito não tiram férias, que assumem muitas responsabilidades ao mesmo tempo, que atuam em projetos complexos, que não dormem bem, não se alimentam adequadamente, não praticam atividades físicas e muitas vezes não desfrutam de seus finais de semana, tempo livre e férias.

Cuidado para não cair nessa cilada. Cuide do seu corpo e mente! Procure diminuir o ritmo:

Abra brechas na sua agenda para atividades agradáveis
Evite levar trabalho para casa
Invista em momentos com amigos e familiares
Cuide da sua alimentação e da atividade física
Avalie seus sentimentos em relação ao trabalho
Encontre formas de tornar sua profissão mais prazerosa

Se necessário procure ajuda de um Terapeuta ou de um Coach, mas não deixe de viver de forma plena todos os dias de sua vida...até mesmo a segunda-feira!

segunda-feira, 29 de julho de 2013

Angústia e Ansiedade: momentos psicológicos deslocados do presente

I - A ANGÚSTIA – Está intimamente ligada ao desagradável, aquilo que não se deseja, que pode vir a acontecer ou o desagradável que já aconteceu. É uma reação emocional, decorrente das nossas frustrações e inseguranças.
A angústia pode ser decorrente do medo que aconteça algo desagradável (angústia de futuro), ou seja, uma punição, uma traição, uma demissão, etc.; ou é decorrente da lembrança daquilo de desagradável que já aconteceu (angústia de passado): uma agressão, uma punição, uma traição, uma mágoa, uma culpa etc., contudo, está sempre ligada a um estado de auto- estima baixa, sub-dimensionada.

Exemplos de angústia de futuro:

Será que serei mandado embora?
Será que vou passar de ano?
Será que ele vai fazer isto comigo?

Exemplos de angústia de passado:

Lembrar-se da mágoa, da agressão sofrida, do erro cometido etc..
Como ele fez isto comigo?
Quando a angústia se torna crônica temos caracterizado o sofrimento psicológico e a perda da harmonia interna.

II - A ANSIEDADE – Está intimamente ligada ao agradável, às necessidades que foram produzidas e ainda não foram satisfeitas. Ligada à obtenção do que se deseja que aconteça (futuro). Pode ser também decorrente de uma reação emocional decorrente da saudade, da expectativa do agradável que já aconteceu e que se tem expectativa de que volte a acontecer.

Exemplo de ansiedade de passado (saudade):

Ah! Como seria bom se nós tivéssemos a mesma felicidade do ano passado.

Exemplo de ansiedade de futuro:

Tomara que eu seja promovido
Tomara que eu seja capaz de realizar este trabalho
Eu quero/preciso tanto de um carro, de um namorado, de um emprego melhor etc..
Quando a ansiedade se torna crônica, estabelece também o sofrimento psicológico. Certamente, a ansiedade está ligada a estados de auto-estima mais elevados, superdimensionados.

Se você se encontra em um estado psicológico de ansiedade ou angústia crônica procure ajuda de um psicoterapeuta.


Terapia Campinas – Psicanálise Clínica

quarta-feira, 10 de julho de 2013

Choque de Realidade

Sabe quando aparentemente tudo na sua vida vai bem e você tem aquela sensação de que sabe exatamente o que o futuro lhe reserva?! Seja uma vida profissional de sucesso ou um casamento feliz e duradouro...mas quando a realidade bate a porta é como se a bolha estourasse e você percebesse que na vida nem tudo são flores, ou seja, o caminho profissional não é tão fácil e certeiro, o casamento não é tão mágico como nos contos de fadas e a vida as vezes pode não atingir as expectativas almejadas. Esse é o momento do choque de realidade...aquele momento ímpar em que a "ficha cai" junto com toda idealização que você construiu durante anos.

Mas quando isso ocorre?

Vejo pacientes que cresceram em família bem estruturada, de boas condições financeiramente. Para eles nada faltou, ao menos no campo material. Essas pessoas chegam às faculdades com a expectativa de ter um padrão econômico similar ao dos pais, mas quando saem das universidades para o mercado de trabalho percebem que para chegar lá há um longo caminho. Fazem planos de aos 25 anos estarem ganhando salários de R$5mil, aos 30 anos em cargo de liderança na empresa esperam conquistar no mínimo R$15mil e nos próximos 10 anos sonham em fazer parte da alta cúpula da empresa, em um cargo de alta Gerência, Diretoria ou quem sabe até se tornar o CEO. Mas será que é tão simples assim?

Existem também aqueles que colocam todas as suas expectativas na vida amorosa. Sonham com o príncipe ou a princesa. Imaginam um relacionamento pleno, sem discussões, com muita atenção, carinho, preocupação. Esperam receber, receber, receber. E buscam segurança e reconhecimento através do outro. Estruturam um relacionamento baseado no Amor Condicional...só dá se for para receber e se não receber conforme as expectativas cobra, exige sem piedade. Até que um dia a "ficha cai" e acontece o choque de realidade!

Esse é o preço por viver de idealização... Por isso, comece a vencer as ilusões já. O choque de realidade nada mais é que a oportunidade de enxergar as coisas e as pessoas como elas de fato são. Sim, a vida profissional exige esforços e dedicação, o mercado de trabalho é competitivo, mas é possível ser extremamente feliz profissionalmente quando deixamos de colocar o dinheiro como objetivo e passamos a colocá-lo na posição de consequência. Não é preciso ser diretor ou gerente para ser feliz. Isso é idealização.
E nos relacionamentos, sinto informar, mas o culpado não é o outro e você tem dentro de você tudo que é necessário para mudar. Comece a dar de forma desprendida e irá receber em abundância, muito mais que quando cobra e exige. Procure alegrar-se com os acontecimentos positivos na vida do outro. Pare de competir e não defina ser feliz como objetivo, mas sim fazer feliz como meta. Assim, a felicidade e harmonia virão como consequências.

Não sabe como sair do choque de realidade?! Busque ajuda.

Aline Garcia - Psicanalista
Terapia Campinas

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

2013. Que ano é este?

Mais um ano se inicia e realmente o mundo não acabou...
Acho interessante observar as pessoas durante a virada e nos primeiros dias do ano. As promessas e sonhos traçados enquanto fazem uma oração, pulam ondas na praia ou simplesmente no bate papo com os amigos.
Algumas pessoas iniciam o ano sorrindo e determinadas (ao menos nos primeiros dias) a ser alguém melhor, outras já começam seus dias de 2013 irritadas, hostis e trazendo consigo todas as mágoas e maus agouros dos anos anteriores.

Aos que se prepararam para o fim do mundo, sejam mais positivos! Torcer para o fim do mundo é puro sadismo e querer se preparar para sobreviver á tal catástrofe é pura vontade de ser melhor que os outros... se nessa hipótese todos iriam morrer porque só você (ser soberano) conseguiria escapar?!

No primeiro dia do ano vi gente destratando pessoas por pura “picuinha”, vi notícias de pessoas matando por “mixaria”, vi casais se afastando por soberba, vi muitas, mas muitas notícias tristes na TV.
Se realmente queremos um ano diferente, vamos começar a torna-lo assim. Se proponha a sorrir mais, se dedicar mais, elogiar mais, para que este seja um ano MAIS na sua vida. Afinal, se você já está começando o ano assim, imagine como estará daqui há alguns meses.

Como disse Gadhi: "Seja você a mudança que quer para o mundo".

E se não começar logo ninguém vai fazê-lo por você.

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Chega de blá, blá, blá... Melhore sua comunicação!

Comunicação é o fator mais delicado e mais eficiente de qualquer relacionamento. Basta observar, se o relacionamento com seu cônjuge, funcionário, chefe ou filho está ruim...pode checar que está faltando comunicação adequada.
A comunicação caracteriza-se pela coesão e o consenso. Se as pessoas envolvidas em uma conversa não chegam a um acordo, então não houve comunicação. A falta de atenção a este “detalhe” tem atrapalhado diversos relacionamentos... Sempre escuto pessoas em meu consultório dizendo, mas eu já disse mais de 10 vezes o que me incomoda e “fulano” não entende... e aí é que está o ponto chave, se não teve coesão e consenso simplesmente não teve comunicação. É o famoso “entrou por um ouvido e saiu pelo outro”.
Comunicar significa tornar comum alguma coisa. Comunicação é o processo através do qual as pessoas transmitem, umas ás outras, as suas emoções, idéias, conhecimentos, sentimentos, para que, entre si, conheçam as mesmas coisas. No processo estarão envolvidos os seguintes elementos:
Emissor: quem passa a mensagem
Mensagem: conteúdo a ser transmitido
Receptor: a quem se dirige a mensagem
Canal: forma como essa mensagem será transmitida
Resposta: feedback do receptor sobre como recebeu a mensagem

O significado de uma comunicação é a resposta que você obtém. E aí citamos outro aspecto fundamental que as pessoas tendem a não observar... se não houve resposta ou se a resposta foi negativa  a comunicação não se concretizou de forma adequada.
O feedback designa um conjunto de sinais perceptíveis que nos permitem conhecer o resultado da mensagem, se ela foi recebida ou não, compreendida ou não. Para tanto, se faz necessária uma observação atenta do emissor, a fim de detectar o grau de atenção, escuta e interesse do receptor, além de interpretar os indícios corporais manifestados por ele.
Assim, a comunicação se torna uma troca, como se houvesse uma ponte entre emissor e receptor por onde a mensagem fluísse.  Mas existem barreiras à boa comunicação. Algumas delas são:
Falta de objetividade e clareza: às vezes por medo de como o outro irá reagir tendemos a transmitir a mensagem de forma pouco eficiente e saímos da conversa com aquela sensação de que o outro não entendeu o que queríamos transmitir. E de fato ele não entendeu.
Momento e local equivocados: alguns assuntos precisam ser conversamos no momento e local oportuno. Cuidado com a impulsividade e avalie se as condições para a comunicação estão favoráveis.
Problemas emocionais: cuidado ao iniciar ou dar continuidade á uma comunicação quando alguma das partes está emocionalmente abalada. Comunicação requer o bom uso da razão. Se o outro estiver emocionalmente alterado não revide com grosserias. Preserve a calma, mantenha-se paciente e cortês, pois qualquer atitude contrária será desfavorável a conversa e a comunicações futuras. Se não estiver bem, reorganize-se emocionalmente primeiro.
Lembre-se que a comunicação não se baseia apenas na palavra. Nos expressamos de forma verbal (palavra oral ou escrita) e de forma não verbal (olhar, postura, tom de voz, expressão, gestos, etc.).
Pesquisas feitas na Universidade da Califórnia identificaram que 93% dos sentimentos são expressos através da comunicação não verbal. Apenas 7% são representados pelo conteúdo da fala.

Sempre que tiver uma mensagem difícil ou conflituosa a transmitir prepare-se previamente. Estude a melhor forma de passá-la a seu receptor e aumente as chances de ter uma comunicação eficaz. Uma dica é seguir a estrutura abaixo:
Introdução
Iniciar a conversa identificando se é o melhor momento e a melhor forma de iniciá-la.
Trazer o receptor para a conversa (Mostrar e reconhecer sua importância)
Tornar o receptor parte da mensagem, fazer com que ele compreenda sua importância e seu papel diante do objetivo da conversa.
Elogiar
Primeiramente enfatize os acertos, diga ao receptor o que foi legal e como você se sentiu quando ele agiu de forma positiva.
Falar os sentimentos
Nesse momento exponha o objetivo da conversa sem críticas ou acusações, mas falando sobre seus sentimentos. Apenas relate as consequências das ações do outro sem julgamentos e exponha quais ações deste poderiam ser mais positivas e motivadoras para que você conquiste o objetivo almejado.
Ouvir
Esse é o momento de verificar o que o outro vai fazer com as informações que lhe foram passadas. Não fique chateado com um feedback negativo. Nesse momento apenas observe, veja a reação do outro, tente compreender os motivos daquela reação. Compreenda os medos, as fraquezas e até mesmo o egocêntrismo do outro sem se deixar abalar emocionalmente, mas utilizando a razão de forma adequada.
Avaliação
Avalie como foi a conversa, se foi melhor que conversas anteriores, se você poderia aprimorar a comunicação tornando-a mais adequada.


Não culpe o outro. Busque novas formas de se comunicar e de aprimorar-se sempre.  Você não tem como controlar a reação do outro, mas pode adequar sua comunicar a fim de aumentar as possibilidades de sucesso!


quarta-feira, 20 de junho de 2012

Existe certo e errado?! Um mundo que estimula o conflito...


Esses dias tenho refletido muito sobre a formação e manutenção de nossos conflitos internos. É como se uma parte da mente humana quisesse fazer o que a sociedade define como “o certo”, por outro lado há uma série de estímulos para que o indivíduo ceda ao que seria “o errado”. E assim, as mesmas pessoas que nos cobram fazer o que é certo nos estimulam a fazer o que é errado. Confuso?? Mas vocês já pararam para refletir no quanto nossa sociedade nos estimula a esses conflitos e contradições?

Um exemplo para ilustrar a disputa entre desejo e valores sociais... A mídia cultua o corpo e a boa forma, mas em contrapartida com a evolução gastronômica surgem novos alimentos, novas opções de restaurantes; a correria do dia a dia nos obriga a comer rápido e sem pensar, mas também quando temos tempo para parar e relaxar lá vem o programa relacionado ao ato de comer, seja a pizza com os amigos, a cervejinha no fim de semana ou mesmo um pastel na feira... o desejo de ter uma boa forma e uma saúde equilibrada é sabotado pelos diversos estímulos á nossa volta... É como aquele familiar que em um dia te dá uma caixa de chocolates e no dia seguinte te chama de gordo (a) e diz que você precisa se cuidar... Contraditório, né?! Mas acontece o tempo todo...

Outro exemplo é a menina que sonha em se apaixonar e se relacionar por amor como nos contos românticos, mas a cada novo namorado os pais a estimulam a se relacionar com um “bom partido”, “um executivo bem sucedido”, “alguém com um bom carro”... e quando a moça se apaixona por alguém de classe social inferior, ou sem carro, ou um trabalho mais simples, a mãe se apressa em dizer á filha... “Ele não é bom o suficiente para você”, “não vai te dar um bom futuro”... e aí criamos uma sociedade repleta de casamentos por convenção, sem amor, mas cheios de interesse...

Mais um exemplo clássico é que passamos a infância aprendendo que temos que ser bons, corretos, falar sempre a verdade, etc., mas nem mesmo quem nos passa essas lições consegue ser bom o tempo todo e evitar algumas mentirinhas... Com isso, vivemos em uma sociedade repleta de pessoas que se cobram o tempo todo, que se culpam por não serem boas o bastante; pessoas que se cobram ser nada menos que perfeitas (profissionais perfeitos, filhos, pais, maridos e esposas perfeitos)... Pessoas que sofrem e se punem, pessoas que não conseguem falar “não” com medo de desagradar os outros...
E por fim, observe como uma sociedade que tem o sexo como tabu estimula constantemente a sexualidade... Na TV o que vemos são moças desnudas e cenas picantes, mas ainda vivemos em um mundo onde os pais sentem-se constrangidos em falar de sexo com os filhos... Logo, temos hoje adolescentes com muita liberdade e sem saber como viver isto de forma equilibrada e positiva, talvez pelas repressões, talvez pela falta de informação... e gerando adultos perdidos em meio á isso tudo...

Enfim, caminhamos para a criação de pessoas confusas e em constante conflito. Eu percebo que as mudanças em nossa sociedade acontecem de forma rápida, o volume de informação aumenta num ritmo que mal conseguimos acompanhar e os valores sociais entram em disputa direta com as novas tecnologias e abordagens... E então eu pergunto: existe certo e errado???
 Enquanto tentamos ser melhores ou iguais aos outros deixamos de ser o melhor que podemos ser e sofremos quando poderíamos viver de forma mais equilibrada e feliz...
Pense nisso!

terça-feira, 29 de maio de 2012

Obesidade: só se muda o corpo se mudar a mente.


Há alguns meses tenho estudado e me aprimorado no tratamento de pessoas com sobrepeso. Minha crença de que o acúmulo de peso está diretamente ligado ás questões emocionais se reforçam a cada novo estudo e tratamento. Ontem li um depoimento que reflete o que muitas pessoas e pacientes vivem atualmente. E essa identificação despertou em mim a vontade de dividir com vocês o trabalho que tenho realizado em consultório.

Segue depoimento:
“Quem me acompanha desde o começo sabe que meu problema de obesidade é emocional, ou seja, eu como em excesso quando algo na minha vida não vai bem. Eu desconto na comida toda minha frustração, toda tristeza... mas recentemente eu descobri que eu também desconto na comida toda minha alegria. Resumindo: a comida está com a função errada na minha vida. Eu devo comer apenas pra me manter viva e não comer por sentimentos, sejam sentimentos bons ou ruins.
Enfim, detectado isso precisei ir em busca da solução. Não dá pra mudar o corpo sem mudar a cabeça. Eu acho que o emagrecimento definitivo acontece primeiro na cabeça da gente, depois no corpo.”

Estas são as palavras de uma pessoa real e refletem alguns pontos bastante interessantes como a compensação de sentimentos através da comida e a relação entre mente e corpo na busca de algo tão complexo que é o emagrecimento.
Existem estudos que sugerem que o alimento possui um forte componente emocional desde a infância. Um bebê, ao chorar por uma razão qualquer, é acalmado pela mãe com uma deliciosa mamadeira. Ela acha que o filho está chorando por sentir fome. Ao ser amamentado, o bebê fica prostrado e com uma sensação física muito agradável pela ingestão exagerada de alimento e passa a associar que, quando está incomodado com algo, é só comer que o problema desaparece. Essa relação dor/comida é incorporada pela vida afora.
Os sentimentos negativos, além de causarem sofrimentos, também engordam. Tristeza, raiva e culpa são alguns dos sentimentos que influenciam no peso corporal. Geralmente as pessoas que sofrem com o sobrepeso são muito ansiosas e o próprio excesso de gordura gera sentimentos de inferioridade e insegurança.
O tratamento para ganho de saúde e emagrecimento que tenho indicado deve ser conduzido em 3 etapas, para assim, ter uma maior probabilidade de sucesso:

Etapa 1: Física
Nessa etapa são considerados apenas os fatores físicos, ou seja, a pessoa acima do peso tem um consumo calórico superior ao gasto energético e precisa iniciar um processo de reeducação alimentar e atividade física. Porém, o excesso de peso é um problema bastante complexo e dificilmente as pessoas conseguem se motivar apenas com esta etapa. Assim, alguns indivíduos emagrecem e logo voltam a ganhar peso. Nas próximas tentativas baseadas apenas na dieta e exercício físico a probabilidade de sucesso é ainda menor, já que a pessoa encontra-se sem motivação e comprometimento devido ao fracasso da primeira tentativa.
Mas se agregarmos a estas atividades as etapas 2 e 3, as chances de sucesso aumentam consideravelmente. Assim, seguimos com a etapa 2 para tratamento de obesidade.

Etapa 2: Mental
A etapa 2 acontece através de um tratamento terapêutico específico para este propósito.
Utilizando-se de exercícios e técnicas o terapeuta conduz o paciente para a identificação dos fatores por trás do acúmulo de gordura. Nesse momento o paciente tem a oportunidade de se conhecer melhor e entender a origem de sua compulsão, ansiedade e falta de empenho.
Existem muitas origens possíveis, um problema de saúde na família, uma crise no relacionamento, um sentimento mal resolvido da infância e qualquer outro problema emocional pode desencadear um ganho de peso desenfreado.
Tenho como exemplo o caso de uma paciente que percebeu estar carregando emocionalmente diversos problemas familiares e em processo terapêutico ela teve a percepção que essa situação mental passou a se refletir em sua condição física, ou seja, ela começou a engordar até um ponto em que o corpo dela passou a carregar tanto peso quanto sua mente.
Acredito que a doença nada mais é que um alerta do nosso inconsciente informando que algo não está bem.
Assim, seguimos para a etapa 3.

Etapa 3: tratamento e motivação
Após um planejamento para o trabalho das questões físicas e a identificação dos fatores psíquicos por trás do problema inicia-se no consultório em paralelo às demais atividades um trabalho para a superação dos sentimentos não elaborados e exercícios de programação neurolinguística com intuito de tratar a origem do problema e proporcionar ao paciente a motivação necessária para seu comprometimento com o processo.
Essas atividades trazem diversas reflexões e possibilitam ao paciente um ganho de autoestima.
Observe que as 3 etapas correspondem á um trabalho conjunto envolvendo áreas de atuação física e psíquica.

Abra o seu coração, coloque um sorriso no rosto, retome o brilho nos olhos e acredite no seu potencial. Se algo lhe incomoda seja você a fonte geradora da mudança!
Seja o melhor que você pode ser! E seja feliz !

Para mais informações sobre este tratamento envie email para: apsicanaliseexplica@gmail.com